A conta que não fecha parte II: perspectiva dos profissionais

Se a qualificação é exigida pelo mercado, o reconhecimento será esperado por parte dos profissionais. Nesse sentido, a seleção deixou de ser unilateral. Sim, os profissionais também escolhem as empresas nas quais querem trabalhar.  

Portanto, é importante que os empregadores atentem para a reputação e cultura das empresas, pois os candidatos também buscarão referências sobre como é trabalhar ali.

Os requisitos exigidos para as vagas em aberto também precisam ser atualizados. Se a configuração dos cargos e do trabalho de forma geral vem mudando, não faz sentido que critérios descontextualizados e restritivos se mantenham como impasses e dificultadores na contratação. Aqui destaca-se o engajamento necessário com a Diversidade e Inclusão (D&I), mas, uma inclusão de fato, que prepare o ambiente e as pessoas para a admissão da diferença, até mesmo a geracional.

Outro fator importante é a análise do cenário econômico local, no que se refere à concorrência entre os contratantes. Rever políticas salariais e de benefícios, sobretudo, o clima organizacional é imprescindível para se tornar atrativo aos olhos dos candidatos. Não basta atrair pessoas é preciso retê-las. Engana-se quem pensa que recompensas financeiras são suficientes para manter as pessoas engajadas no trabalho.

Cada vez mais os profissionais tendem a priorizar a Qualidade de Vida no Trabalho (QVT), que muitas vezes é apenas conseguir equilibrar a sua vida pessoal e profissional. Tendem, portanto, a declinar de ambientes que não cultivem o clima organizacional saudável, inclusive, aceitando muitas vezes propostas salariais menores para que mantenham o foco na satisfação e na saúde mental.

Em relação ao clima organizacional, uma atenção máxima precisa ser dada ao desenvolvimento das lideranças, que não são o único indicador importante, todavia, exercem uma influência direta e grandiosa na percepção de um bom local para se trabalhar. Liderar significa formar e desenvolver pessoas e não apenas gerir processos. Nesse sentido, um grande equívoco que algumas organizações cometem é promover a líder profissionais que se destacam pelo conhecimento técnico, mas que não são formadores de pessoas e muitas vezes, nem se relacionam bem com o time.

Concluindo, gestão do clima organizacional, desenvolvimento de lideranças e foco na qualidade de vida e saúde mental no trabalho necessitam de atenção para que uma organização consiga atrair e reter pessoas.

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