Por Brunella Tristão Simonelli
Quantas vezes lhe perguntaram, ainda quando criança, o que você queria ser quando crescesse? Frequentemente, acompanhando brincadeiras infantis, tiramos conclusões claras: “que bonitinho, está brincando de construir, logo, será engenheiro ou arquiteto” ou “que personalidade forte; como ela comanda o grupo! Certamente, será uma gestora.”
Percebemos desde muito cedo que “ser” vem atrelado a uma carreira e quando o momento da escolha chega, o peso da expectativa atormenta e muito.
“O que eu gosto de fazer? E se eu não for feliz? Será que terei retorno financeiro? O que a minha família achará da minha decisão?” Essas são perguntas comuns que demonstram quantos aspectos estão em jogo durante a escolha profissional.
São interferências familiares, sociais, econômicas, que dependem, também, do nível de autoconhecimento que a pessoa demonstra. Além disso, contam a independência para a escolha e o conhecimento da realidade profissional, que precisam estar alinhados às habilidades, às competências comportamentais e aos interesses para que as oportunidades do mercado de trabalho sejam mais bem aproveitadas.
Nesse sentido, o processo de Orientação Profissional (OP) pode ser decisivo. Para além do conceito de “teste vocacional”, muito utilizado no passado, a OP permite avaliar habilidades, características de personalidade, dinâmica emocional, interesses profissionais e necessidades motivacionais, inclusive, quantificando-os. Analisar esse mapeamento, que inclui gráficos e tabelas, traz maior segurança para a escolha ou para a reorientação carreira, sem falar, que ainda considera a realidade do mercado de trabalho e o plano de desenvolvimento individual.
Ao contrário do que muitos pensam a OP não é uma exclusividade para os jovens que se preparam para o ENEM. Destina-se, também, àqueles que já estão na graduação ou já têm uma profissão, mas que vivenciam dúvidas e frustrações em relação à carreira.
A velocidade da inovação, a competitividade do mercado de trabalho, a transformação das profissões com a utilização da tecnologia, sobretudo, da Inteligência Artificial, o panorama de dúvidas, incertezas e inseguranças das pessoas, sem falar nas questões do âmbito da saúde mental, têm feito da OP um processo cada vez mais necessário e decisivo. Com ela é possível evitar o desperdício de energia, de tempo e de dinheiro e minimizar eventuais insatisfações, tanto para o estudante, quanto para quem já segue uma carreira.
Eu ajudo com um acompanhamento técnico, profissional e especializado. Você (familiar, amigo, professor) ajuda, trocando a pergunta “o que você vai ser quando crescer?” pela observação atenta do que as pessoas estão se tornando e oferecendo apoio genuíno durante esse processo. Afinal, a vida é um constante “tornar-se”. São construções, realinhamentos e ajustes que fazemos em busca de um propósito. Esse propósito, contudo, precisa ser des-coberto.


