Diversidade Geracional: uma realidade e várias possibilidades

Por Brunella Tristão Simonelli

Diversidade, Inclusão e Equidade (DIE): temos aí um assunto frequente e relevante na área de gestão de pessoas. Acompanhe-me nas próximas linhas que você concordará sobre a importância desse tema.

Sabemos que os jovens da Geração Z se demitem em ritmo acelerado no Brasil e ainda esse ano serão 25% da força de trabalho global. Por outro lado, a expectativa de vida vem aumentando, o que faz com que os profissionais com 50 anos ou mais (50+) permaneçam por mais tempo no mercado de trabalho ou retornem após a tão sonhada aposentadoria.

Os motivos são diversos e variam desde a necessidade de complementação de renda à percepção de plena atividade produtiva, que os impedem de se sentir realizados permanecendo em casa. O fato é que essa parcela de trabalhadores é imprescindível para as empresas que enfrentam dificuldades de contratação nunca antes vistas e que o trabalho, por outro lado, pode representar um novo sentido para essas pessoas que ainda têm tanto a viver.

Esses dois exemplos do que acontecem com gerações diferentes nos faz lembrar que temos até 5 delas compartilhando os espaços de trabalho, ao mesmo tempo. Refiro-me aos Baby Boomers, à Geração X, aos Millennials (ou Geração Y), à Geração Z e à Alpha, que com os seus nascidos a partir de 2010 já iniciam os programas de aprendizes nas empresas.

Se podemos ter até 60 anos separando essas gerações, imagine a diversidade de experiências, visões de mundo, diferenças nos valores, propósitos de vida e, tão importante quanto, a distinção na forma que veem o trabalho, a maneira como realizam tarefas e solucionam problemas.

Por si só a utilização e o domínio da tecnologia são pontos que marcam a diversidade geracional. Se temos gerações que já nasceram conectadas e desconhecem a vida sem a internet, temos outras que sobreviveram sem ela.

Já sabemos que a Inteligência Artificial (IA) é o caminho. Portanto, o letramento tecnológico será obrigatório. Segundo previsões de futuristas e de empresários, todos precisarão ser profissionais de tecnologia, o que não significa se tornar um programador e sim, fazer as rotinas, os times e as empresas serem mais produtivos, utilizando-se dos recursos tecnológicos disponíveis.

Se o grande receio em relação aos 50+ é justamente o fato de não dominarem a tecnologia, eu cito dois argumentos otimistas. O primeiro é que a habilidade técnica é mais facilmente desenvolvida, do que as competências comportamentais, então, essa lacuna pode ser preenchida. O segundo é que a inegável capacidade de síntese, de análise e de elaboração textual que os mais vividos têm podem ser assertivamente utilizadas em prompts muito mais certeiros ao recorrerem à IA.

A diversidade geracional é um grande desafio, mas outros aspectos da inclusão e diversidade também são. Então, que o caminho seja o de enxergaremos uma pessoa, antes de vermos uma faixa etária, com toda responsabilidade e humanidade que isso implica. Vai dar certo; já tem dado.

brunella@talentorh.net

Compartilhe no:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Confira também: