Por Brunella Tristão Simonelli
Um cliente solicita uma alteração de última hora em um projeto que está prestes a ser entregue. Um colaborador precisa se ausentar por motivos pessoais inadiáveis e seus afazeres precisam ser distribuídos pelos demais membros da equipe. O mercado apresenta uma nova tendência ou oportunidade que pode impactar o negócio da empresa. Um novo processo ou ferramenta é implementado, visando melhorar a produtividade e a eficiência.
Sabe o que todas essas situações têm em comum? Elas exigem flexibilidade.
No mundo organizacional a flexibilidade é a capacidade de se adaptar às mudanças e às demandas do ambiente, buscando soluções criativas e inovadoras para os problemas, desafios e tendências. Logo, empresas que têm essa capacidade aumentam as chances de serem pioneiras.
Do ponto de vista do processo, a flexibilidade melhora a gestão do tempo e reduz os custos operacionais, já que permite testar práticas que aumentem a eficiência e a eficácia organizacionais.
Sabemos, ainda, que políticas organizacionais mais flexíveis aumentam a satisfação e o engajamento dos colaboradores, que têm mais liberdade e autonomia para o desenvolvimento de suas funções. Dessa forma, essa competência é uma importante forma de atrair e reter os melhores talentos, que podem alinhar seus valores e expectativas com os da empresa. Essas políticas ajudam as pessoas a equilibrar o trabalho e a vida pessoal, aumentando a satisfação e a produtividade, sem falar que pessoas mais flexíveis se mostram mais empáticas e engajadas com os programas de Diversidade e Inclusão.
Portanto, a flexibilidade no trabalho é uma tendência que pode fazer a diferença na competitividade e na sustentabilidade das organizações, desde que seja implementada com planejamento e responsabilidade.
Sendo uma competência, a flexibilidade também pode ser desenvolvida. Então, deve ser um tema dentro dos programas de treinamento e desenvolvimento. Além disso, ela requer um processo de melhoria da comunicação interna, para que os colaboradores estejam cientes das mudanças e como elas afetarão o seu trabalho.
É necessário, ainda, criar uma cultura que valorize a flexibilidade e a adaptação. Isso inclui incentivar a experimentação, a inovação, a colaboração e o compartilhamento do conhecimento. Uma empresa que quer pessoas flexíveis precisa demonstrar essa prática em todos os níveis.
Em nossas ações cotidianas podemos experimentar novos lugares, sabores e percursos. Devemos sempre testar mudanças em nossa rotina e buscar conviver com quem pensa diferente. Como colaboradores precisamos desenvolver novas habilidades e tornar nosso perfil especialista, também generalista. Como organizações devemos nos abrir à escuta e avaliar novas práticas com o olhar de quem faz o processo acontecer diariamente. Flexibilidade traz adaptabilidade, o que é imprescindível em um mundo de constantes e velozes transformações. E você, qual será a próxima ação que irá flexibilizar?


