Por Brunella Tristão Simonelli
Certamente você conhece uma mulher que seja referência em sua área profissional e enxerga nela um exemplo a ser seguido. Você também conhece a trajetória que ela percorreu para estar no patamar em que se encontra?
A ascensão das mulheres no mercado de trabalho é uma jornada marcada por desafios, resiliência e conquistas, já que é fruto de desigualdades históricas e estruturais presentes na sociedade.
Apesar dos avanços nas últimas décadas, ainda existem barreiras que limitam a participação plena das mulheres em diversas áreas. Entre eles podemos citar a dupla jornada que a faz conciliar as atividades profissionais com as domésticas e familiares. O dinamismo e a competência de conduzir com maestria tantas responsabilidades, infelizmente, ainda não alcançou no mercado de trabalho, o mesmo peso de alguns fatores que funcionam como obstáculos fantasiosos na carreira destas mulheres, como a maternidade, por exemplo.
Atualmente, as mulheres ocupam 38% dos cargos de liderança no Brasil, estando à frente da média de outros países da América Latina (35%), mas atrás de nações como África do Sul (42%), Turquia, Malásia e Filipinas.
A desigualdade entre os gêneros também aparece na remuneração. No Brasil, as mulheres recebem 20,5% menos do que os homens, segundo dados do IBGE, independente de terem o mesmo nível de formação acadêmica e de categoria profissional.
Se as mulheres são vistas como irretocáveis no comando de seus lares e se cada vez mais ganham destaque na formação acadêmica, por que as suas competências nem sempre são reconhecidas no mundo corporativo e, quando são, por qual motivo não são valorizadas e remuneradas da mesma forma que as dos homens? Portanto, apesar de tantos avanços ainda temos muitos paradigmas a superar.
As mulheres precisam, então, do reconhecimento com base em um critério simples e justo: o da avaliação de suas competências a partir de seus resultados. Necessitam, ainda, de transparência na estrutura salarial e de mais oportunidades de estarem em posições de gestão.
A sociedade, por sua vez, pode desempenhar um papel crucial na educação das gerações futuras para eliminar estereótipos de gênero e promover a igualdade, por meio da educação e da representatividade das mulheres em todos os cenários possíveis: na gestão, na política, na ciência, no esporte, etc.
Solteira, casada, viúva, com ou sem filhos; o lugar de mulher é onde ela queira estar e não se trata de uma tentativa de transformar séculos de discriminação em favoritismo. Ao contrário, é reconhecer de forma justa toda a sua capacidade.
A liberdade de escolha e a igualdade de oportunidades são fundamentais para que as mulheres alcancem o seu pleno potencial. Todas as trajetórias são válidas, e o importante é que cada mulher possa seguir o caminho que melhor se alinhar com seus propósitos, paixões e habilidades.
Seja como rainha do lar, CEO de uma empresa, medalhista olímpica ou em qualquer outra posição, o reconhecimento das competências das mulheres é essencial para construir uma sociedade mais justa e igualitária. Vamos continuar trabalhando juntos para promover essa mudança positiva! Parabéns, mulheres! Hoje é o seu dia, como todos os outros também são.


