Por Brunella Tristão Simonelli
E essa coluna, a Conexão e Gestão, comemora o seu segundo aniversário. Há dois anos falamos sobre mercado de trabalho, carreira, gestão de pessoas, liderança, desenvolvimento, competências e saúde mental.
Nesse período aprendizes se tornaram profissionais e muita gente se aposentou ou foi promovida. Alguns empreenderam e de empregados passaram a gerar empregos. Estamos acompanhando hobbies virando negócio e isso é muito bom.
A gig economy intensifica um modelo de trabalho baseado em serviços temporários ou de curto prazo, onde trabalhadores autônomos ou freelancers são contratados para projetos específicos, desvinculando-se da CLT.
Temos menos pessoas querendo posições de liderança e menos trabalhadores formais e é justamente esse cenário que agrava a escassez de mão de obra. Esse é um fenômeno complexo e mundial e não deve ser tratado como mera consequência de uma política ou outra, seja assistencial ou indenizatória.
Muitas organizações já compreenderam esse cenário com a propriedade requerida e hoje já contam com práticas de retenção de pessoas, valorização de seus talentos, fortalecimento da cultura do cuidado e praticam a segurança psicológica e a promoção da saúde mental no trabalho.
Nesse período também vimos uma enxurrada de informações sobre a atualização da Norma Regulamentadora 1 (NR-1), que propõe a gerenciamento dos fatores de riscos psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) das empresas.
E aqui eu lhes apresento as perspectivas que mais carecem de ação: o Brasil é o país mais ansioso do mundo e o segundo maior em transtornos depressivos. Todo ambiente social é um espaço adequado para refletirmos sobre saúde mental, sobretudo, a prevenção ao adoecimento.
As empresas, então, nem se fale. A forma como o trabalho está organizado em todas as suas nuances pode abrir um espaço propício para estabelecimento do nexo causal com o adoecimento mental e os fatores de risco precisam, sim, ser mitigados.
O ano ainda não terminou. O momento é mais que oportuno para que as organizações conduzam os seus diagnósticos e entrem 2026 com práticas efetivas de gestão de pessoas, qualidade de vida e saúde mental.
Eu vou amar comemorar o terceiro ano da coluna contando esses avanços. No mais, agradeço por sua companhia e leitura.


