Por Brunella Tristão Simonelli
Escuta ativa. Essa é a matéria prima para a liderança humanizada, um ativo que vale ouro, já que é responsável pela eficácia da gestão de pessoas.
A liderança humanizada envolve conexão com a equipe e com isso, a possibilidade de captar e transformar as limitações em potencialidades.
Com escuta ativa e conexão autêntica a confiança mútua se consolida. O líder passa a ser visto como um mentor e não apenas como um controlador de produtividade. A partir daí a equipe se sente segura para opinar e buscar orientação para os desafios diários.
Segundo relatório do Great Place To Work (GPTW) a liderança humanizada traz um reflexo bastante satisfatório em muitos indicadores, contribuindo com:
– Redução de até 78% no absenteísmo;
– Queda de 51% no turnover;
– Aumento de 17% na produtividade;
– Crescimento de 23% na lucratividade.
O mais interessante é que investir em uma liderança humanizada é antes de tudo investir na escuta e na conexão, ou seja, é investir na disponibilidade humana.
E se sua empresa ainda precisa de argumentos para se movimentar nesse sentido, atenção: dados da Gallup, referência mundial em estudos de engajamento e turnover, revelam que 42% dos profissionais que pediram demissão afirmam que seu gestor ou a organização poderiam ter feito algo para evitar essa saída. Em outras palavras, quase metade dos desligamentos está diretamente ligada à experiência com a liderança, o que inclui relações tóxicas, injustas ou mal conduzidas.
Apesar desses 42% não terem saído exclusivamente por causa do líder, para esse percentual o que havia era falha na gestão ou no ambiente criado pela liderança. Em relação a esse cenário os diagnósticos organizacionais costumam apontar para liderança tóxica ou abusiva; falta de reconhecimento; injustiça percebida; comunicação ruim ou ausência de desenvolvimento ou apoio. Os problemas chegam aonde a conexão humana falha.
Além disso, a Gallup também aponta que o gestor responde por cerca de 70% da variação no engajamento das equipes, ou seja, mesmo quando o desligamento não é uma consequência direta da figura do líder em si, há uma forte influência no clima organizacional que leva o colaborador a decidir se desligar da empresa.
Eu poderia me estender discutindo o papel do RH diante desse cenário ou da gestão da cultura organizacional para uma transformação potente. Ao invés disso eu vou bater na mesma tecla que tenho acionado quando discuto a comunicação organizacional: a liderança humanizada requer disposição para estar nessa posição e disposição também se desenvolve.
Não pense, em princípio, em uma grande transformação. Comece com ações duradouras e essencialmente humanas: escuta e conexão. Agora me diga: o que falta para a sua empresa e os seus líderes estarem preparados?
#Lideranca #EscutaAtiva #ConexaoHumana


