A (in)eficiência nas empresas e a importância do diagnóstico organizacional.

Por Brunella Tristão Simonelli

Imagine que o seu maior cliente deixe de receber um pedido importante, devido a um erro de planejamento na entrega. O elo entre o comercial e a logística é frágil; um gargalo antigo na sua empresa.

Uma máquina para de funcionar em um dia de produção a todo vapor. Os colaboradores ficam horas ociosos, enquanto um planejamento mais eficaz e rápido da produção, poderia ter feito funcionar outro processo, com os demais recursos disponíveis.

Seu produto é artesanal. Você vende em grande quantidade para um evento regional, entretanto, um erro nos rótulos faz com que o seu cliente devolva todo o pedido, já que duvida que a dificuldade tenha se dado apenas na embalagem.

Situações possíveis, não é mesmo? Se recorrentes, contudo, podem ser devastadoras. Gargalos que se repetem com grande frequência representam uma ineficiência crônica em sua organização. Nesse caso, a empresa reúne uma série de ações desordenadas, que não necessariamente representam a qualidade de seu produto ou serviço, mas que afetam a sua imagem e lucratividade.

A engrenagem está emperrando. Na maioria dos casos a gestão decide desligar um ou outro responsável pelos setores envolvidos, sem considerar que não adianta trocar uma peça sem mudar um modo de funcionamento.

E as consequências disso? Colaboradores exaustos devido ao retrabalho; clientes que duvidam que os prazos serão cumpridos; fornecedores que já esperam atraso na ordem de faturamento. A reputação desta empresa está abalada e ela tem dificuldades de atrair e reter pessoas, que não percebem haver ali um ambiente propício para o desenvolvimento e para a aprendizagem.

Estando imerso ao processo é difícil compreender toda a dinâmica destas dificuldades, afinal, um diagnóstico organizacional imparcial e fidedigno sempre será um grande desafio e, por vezes, exigirá uma assessoria externa.

Portanto, a sugestão é de que os gestores registrem as ineficiências e as utilizem para que, em conjunto com as partes envolvidas, criem procedimentos que otimizem os processos de forma que elas não se repitam.

Uma organização precisa aprender todos os dias. Nós aprendemos com nossos erros, mas também precisamos aprender a não os cometer novamente.

Independente da saúde financeira de sua organização a busca pela melhoria contínua tem que ser um valor perseguido. Afinal, dentro de uma visão sistêmica, não há setor ineficiente que não afete o negócio como um todo.

Além disso, uma equipe não nasce madura ou autogerenciada; ela se torna com acompanhamento e direcionamento. Mais que isso: se você já surfou em um mar de eficiência e otimização dos processos, entenda que as pessoas não desaprenderam o que sabiam. Tenha certeza: há algo interno desalinhando pessoas, setores e modo de funcionamento. Você precisa de um diagnóstico organizacional o quanto antes.

A eficiência é uma necessidade de sobrevivência em um mundo volátil, imprevisível e cheio de opções para a concorrência. Pense nisso e não adie uma mudança interna. Você não tem tempo para isso!

brunella@talentorh.net

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