Por Brunella Tristão Simonelli
“Esse ano está voando.” Cada vez mais nos surpreendemos com essa percepção de que o tempo está mais veloz. Essa visão psicológica acompanha a nossa crescente e constante aceleração, porque na realidade a dimensão das horas e dos dias não mudou, obviamente.
Sim; metade do ano já passou. O prazo final para atingir aquela meta, mudança ou resultado se aproxima. Esse, portanto, é um momento propício para a avaliação do quanto estamos próximos ou distantes dos objetivos que foram traçados para 2025.
No ambiente organizacional é o período oportuno para uma revisão formal do que funcionou no primeiro semestre e o que precisa ser ajustado para o segundo. Falar sobre liderança, comunicação e gestão de desempenho nesse momento faz ainda mais sentido.
A liderança é o elo fundamental para avaliar a equipe e acertar os ponteiros do que se espera da entrega de cada um e do time. É quem fornece o norte dos ajustes necessários e engaja as pessoas para entrar em campo no segundo tempo.
É hora de vermos a comunicação organizacional fluir também de baixo para cima. As pessoas precisam ser ouvidas sobre as suas percepções sobre desafios e até dificuldades que têm percebido. Muitas vezes o realinhamento necessário envolve processos organizacionais, o modelo de gestão e mudanças a serem implantadas, que se não encontrarem uma escuta ativa trarão entraves significativos.
Não basta compreender o que está longe de se tornar um objetivo alcançado. É preciso entender os aspectos do modo de funcionamento atual que tornam o atingimento de metas distante.
É como se você acompanhasse uma viagem por um aplicativo de navegação e percebesse a necessidade de mudar a rota antes de passar pela última entrada de um percurso alternativo, que o livraria de um engarrafamento e, quem sabe, de perder um compromisso valioso.
Que metas além de serem traçadas, precisam ser gerenciadas você já sabe. O que venho lembrar é que o meio do ano é um período bastante oportuno para que os ajustes necessários e o redirecionamento da rota sejam feitos. E lembre-se: a escuta ativa é uma grande aliada nesse processo. Afinal, líderes que não escutam estarão cercados de pessoas que não têm nada a dizer. Vamos juntos.


