Por Brunella Tristão Simonelli
As férias chegaram, as provas do ENEM passaram e em breve teremos as inscrições para o SISU. As perguntas que muitos jovens fazem nesse período ainda diz sobre as suas escolhas profissionais. Janeiro é o mês em que essa temática se intensifica.
Percebemos desde muito cedo que “ser” vem atrelado a uma carreira e quando o momento da escolha chega, o peso da expectativa atormenta e muito.
As reflexões levam em conta o que o jovem gosta de fazer, o medo de não se sentir realizado e competente o bastante, além das expectativas de retorno financeiro. Vem ainda a influência da família na escolha e o receio de confrontá-los, caso os objetivos pessoais e dos pais não apontem para o mesmo caminho.
Realmente são muitos aspectos relevantes em jogo durante a escolha profissional. O que vemos são interferências familiares, sociais e econômicas, que dependem, também, do nível de autoconhecimento que a pessoa demonstra.
Além disso, envolvem uma maior ou menor independência para a escolha, tal qual ocorre com o conhecimento da realidade profissional. Todos esses aspectos precisam estar bem alinhados às habilidades, às competências comportamentais e aos interesses para que as oportunidades do mercado de trabalho sejam mais bem aproveitadas e que o investimento afetivo, de tempo e de aprendizado sejam menos desgastantes e mais bem canalizados.
Nesse sentido, o processo de Orientação Profissional (OP) pode ser decisivo. Para além do conceito de “teste vocacional”, muito utilizado no passado, a OP permite avaliar habilidades, características de personalidade, dinâmica emocional, interesses profissionais e necessidades motivacionais, inclusive, quantificando-os. Analisar esse mapeamento, que entre outras informações inclui gráficos e tabelas, traz maior segurança para a escolha ou para a reorientação de carreira, sem falar, que ainda considera a realidade do mercado de trabalho e o plano de desenvolvimento individual.
Mas, a OP não é uma exclusividade para os jovens que se preparam para ingressar na faculdade. Ao contrário, destina-se também àqueles que já estão na graduação ou já têm uma profissão, mas que vivenciam dúvidas e frustrações em relação à carreira.
A competitividade do mercado de trabalho, a transformação das profissões com a utilização da tecnologia, a busca por maior qualidade de vida e a velocidade da inovação, só fazem crescer o cenário de dúvidas, de incertezas e de inseguranças das pessoas e com isso a OP tem se tornado um processo cada vez mais necessário e decisivo.
Todo processo passa pelo fortalecimento do autoconhecimento. Com ele é possível evitar o desperdício de energia, de tempo e de dinheiro e minimizar eventuais frustrações, tanto para o estudante, quanto para quem já segue uma carreira.
O que conseguimos com a OP é deixar o caminho da escolha mais leve para que a energia seja investida onde realmente importa.
Há dois lados possíveis: o da angústia, da dúvida e da insatisfação e o da maturidade, do autoconhecimento e da segurança para o planejamento de carreira. Qual você escolhe?


