Gestão do Desempenho: a bola da vez

Por Brunella Tristão Simonelli

Definitivamente, a era da gestão do desempenho chegou.

Motivada pela necessidade de desenvolver e reter pessoas, dada a grande dificuldade de contratação, a gestão do desempenho (GD) está em alta nas organizações. Seja como tema de desenvolvimento para os líderes, seja pela implantação de programas de GD, essa temática tem sido pauta constante.

Que os líderes têm papel fundamental e decisivo na gestão de pessoas nós já sabemos. É justamente esse papel que tem feito com que as empresas busquem desenvolvê-los para que tenham uma atuação assertiva, tanto nos feedbacks que podem ser fornecidos cotidianamente, quanto para se tornarem avaliadores e fornecedores de devolutivas mais formais sobre a entrega dos liderados, como acontece nas reuniões one-on-one.

Por esse motivo, a gestão do desempenho e o fornecimento de feedback têm sido frequentemente solicitados como assuntos quase obrigatórios nos Programas de Desenvolvimento de Líderes (PDL). Afinal, quem é a pessoa mais adequada a colaborar com a adaptação de um novo colaborador em período de experiência e com o desenvolvimento dos talentos já efetivados?

Nem toda ascensão profissional é vertical, então, nem todo crescimento na carreira envolverá a ocupação de um posto de liderança. Mas, não podemos negar que essa é uma possibilidade para muitas áreas. Sendo assim, recomenda-se a atenção dos profissionais para desenvolverem competências e habilidades pertinentes à gestão de pessoas.

A gestão do desempenho foi por muito tempo um subsistema negligenciado por muitas empresas, que por vezes, até tinham como operacionalizá-lo com ferramentas apropriadas, contudo, contavam com várias falhas no processo, sobretudo, a falta de feedback após as avaliações.

Essa é outra falha que as organizações estão tentando corrigir. Cada uma a seu modo, considerando o nível de maturidade no processo, ou implantam uma forma de avaliar, ou fazem dar certo a metodologia que já foi adquirida.

O fato é que a GD, que foi adiada por tanto tempo, encontra agora um terreno propício para ser funcional e eficaz. Como nos ensina Victor Hugo, “nada é mais poderoso do que uma ideia que chegou no tempo certo.”

Agora me diga: a sua organização está preparada?

brunella@talentorh.net

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